O Potencial Econômico das Espécies Nativas Brasileiras de Bambu

O bambu faz parte da cultura, da economia e da vida dos chineses. Existem registros de artefatos de bambu de 4000 anos. Desde pequenos utensílios até grandes indústrias tem no bambu sua matéria prima. Isso faz parte da história chinesa, há milênios a planta se encontra por aqui, é observada, admirada, estudada, cultivada e utilizada.

O Brasil tem pouco mais de 500 anos de história, mas temos cultura semelhante relacionada as florestas e árvores, tanto que o nome  do país provem de uma árvore, o Pau Brasil. Assim, as árvores fazem parte de nossa história, de nossa cultura e claro, de nossa economia.
Entretanto, o uso desordenado de nossas florestas tem levado a destruição de grandes áreas de mata nativa.

Já existem estudos apontando que num futuro próximo faltará madeira para fabricação de papel, móveis, construção civil, etc. Por isso o bambu, espécie perene, de fácil plantio e manejo e grande produtividade pode rapidamente substituir a madeira na maior parte de seus usos.

Na implantação da cadeia produtiva do bambu no Brasil não podemos copiar o modelo chinês, usar seus métodos e espécies. Podemos sim aprender com sua experiência milenar, e também de outros países e regiões do mundo e criar nosso próprio modelo, utilizando principalmente nossas espécies nativas de bambu, que estão adaptadas ao nosso clima e solo.

Nossas universidades devem estudar nossas espécies nativas, suas características e utilizações, nossas empresas podem se beneficiar desses estudos e utilizar o bambu como matéria prima para os mais diversos usos.

Nesse sentido a BambuSC apresentou a FAPESC, Fundação de Apoio a Pesquisa Cientifica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina, proposta de projeto de estudo do Guadua chacoensis, espécie nativa de grande potencial econômico, que ainda não mereceu nenhum estudo por parte das instituições catarinenses. Esse bambu é semelhante ao Guadua angustifólia, espécie presente na Colômbia e Equador.

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