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Definido o calendário das reuniões mensais da BambuSC para 2012. As reuniões abertas serão realizadas sempre na primeira segunda-feira do mês, no horário habitual de 19 às 21 horas, na sala 101 do CCA – Centro de Ciências Agrárias da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, bairro Itacorubi, Florianópolis (mapa aqui)
| Mês |
Reuniões Abertas |
Reuniões Diretoria |
| Fevereiro |
06 |
– |
| Março |
05 |
19 |
| Abril |
02 |
16 |
| Maio |
07 |
21 |
| Junho |
04 |
18 |
| Julho |
02 |
16 |
| Agosto |
06 |
20 |
| Setembro |
03 |
17 |
| Outubro |
01 |
15 |
| Novembro |
05 |
19 |
| Dezembro |
03 |
17 |
Foi realizado em Santa Rosa de Lima, no dia 26 de novembro, um inédito curso sobre “Produção de Bambu para Brotos e para Carvão”, organizado e ministrado pela BambuSC (Associação Catarinense do Bambu), em parceria com a Agreco (Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral) e com o Sítio Vagalume, do município de Rancho Queimado. O curso atraiu agricultores da região das Encostas da Serra Geral e também participantes originários de outras regiões do Estado e até de São Paulo. Entre eles estava também o proprietário da fábrica de móveis de bambu Oré Brasil, o Sr. Reinaldo Baechtold Filho.
O módulo teórico do curso foi ministrado pelo agrônomo Fumio Honda, da colônia japonesa de Frei Rogério e por Hans Kleine, membro da diretoria da BambuSC, com o auxílio de material audiovisual e exposição de brotos de bambu, livros sobre bambu e amostras de bambu laminado. À tarde os participantes se deslocaram até o vizinho município de Rancho Queimado, para o módulo prático do curso, ministrado pelo permacultor e presidente da BambuSC Marcos Marques, que colocou à disposição de todos a diversificada plantação de bambu de seu Sítio Vagalume.
O foco do curso, sobre a produção para brotos e para carvão de bambu, atende ao interesse da Agreco, que vê no cultivo do bambu a possibilidade de ampliar a sua diversificada linha de produtos orgânicos em conserva, além de oferecer aos agricultores a opção de transformar os resíduos de bambu em carvão vegetal, aproveitando a grande quantidade de fornos de carvão já existentes na região. A idéia é formar um núcleo de produtores de bambu na região de Santa Rosa de Lima, que passará a ser o terceiro polo produtor de SC, a exemplo dos núcleos já estabelecidos em Frei Rogério (região de Curitibanos) e em Campo Alegre (região de São Bento do Sul). A topografia acidentada da região das Encostas da Serra Geral permite o cultivo de espécies de bambu de clima temperado, em altitudes acima de 800 metros, bem como de espécies tropicais nos vales, ampliando o período sazonal da colheita de brotos.
Diretoria eleita para a Gestão 2012-2014
Diretoria
- Presidente: Hans Jürgen Kleine
- Vice-presidente: Ari Laércio Boehme
- 1º Secretário: Marcelo Venturi
- 2º Secretário: Francisco Medeiros Filho
- 1º Tesoureira: Thiago Machado Greco
- 2ª Tesoureira: Sumara Lisbôa
Conselho Fiscal
- Marcos da Silva Marques
- Rodrigo da Costa Primavera
- Rodrigo Born Jaeger
Suplentes
- Tiago Guex
- Gilmar Assis Telles
- Dóris Pereira Carneiro Cury
Amigos da BambuSC,
Convidamos a todos para a próxima Reunião Mensal e para a Assembléia Geral Ordinária da BambuSC, ambas restritas aos membros da entidade, a serem realizadas conforme indicado a seguir:
Data: 05 de dezembro (segunda)
Horário:
19:00 às 20:00 horas – Reunião Mensal
20:00 às 21:00 horas – Assembléia Geral Ordinária
Local:
Centro de Ciências Agrárias – Sala 101
Universidade Federal de Santa Catarina
Rodovia Admar Gonzaga, 1346, Itacorubi, Florianópolis – SC
Pauta da Reunião Mensal:
- Avaliação do curso Produção de Bambu para Brotos e para Carvão, realizado em 26.11.11
- Assuntos gerais
Pauta da Assembléia Geral Ordinária:
- Apresentação e discussão de uma chapa única para eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal da Gestão 2012 – 2014.
- Votação e aprovação da chapa de consenso.
Após a realização de ambos os eventos a atual diretoria promoverá uma confraternização com os membros em um restaurante próximo. Esperamos encontrar um número expressivo de bambuzeiros nestas atividades de encerramento da Gestão 2009 – 2011.
Um abraço.
HJKleine
Os colegas Marcos Marques, Hans Kleine e Marcelo Venturi, da BambuSC, ministraram um minicurso de quatro horas sobre a Cadeia Produtiva do Bambu, como parte da programação da 10ª Semana de Pesquisa e Extensão da UFSC -Campus de Florianópolis, no dia 19.10.11, no horário das 18 às 22 horas. Um público bastante motivado e composto tanto de estudantes quanto de pessoas da comunidade prestigiou o evento, que foi realizado no Centro de Ciências Agrárias.
Na primeira parte do curso, o presidente da BambuSC, Marcos Marques, apresentou os múltiplos usos do bambu. Com o auxílio de um grande número de imagens, colhidas em suas viagens, ele manteve um constante diálogo com os participantes, tirando dúvidas, explicando o contexto de cada imagem e fazendo uso também de objetos de bambu, que se encontravam em exposição. Após um breve intervalo, no qual o público teve oportunidade de manusear os livros e objetos expostos sobre o tema, coube ao colega Hans Kleine apresentar a estrutura da cadeia produtiva do bambu, com destaque para os benefícios para o produtor de bambu e o comparativo entre o bambu e a madeira de pinus e de eucalipto.
A última parte do curso esteve a cargo do colega Marcelo Venturi, que trabalha na Fazenda Experimental da UFSC como agrônomo. Ele apresentou um resumo dos trabalhos já realizados ou em andamento sobre bambu nos diversos departamentos da UFSC, nos campus de Florianópolis e Curitibanos, incluindo projetos de pesquisa, trabalhos de conclusão de curso, cursos de extensão, implantação de dois bambusetos e a introdução do tema bambu em diversas cadeiras da universidade.
No dia 15 de novembro de 2011 os membros da BambuSC: Hans Jürgen Kleine, Thiago Greco e Marcelo Venturi participaram da palestra do Dr. Antonio Fernando Caetano Tombolato do Instituto Agronômico da Campinas – IAC, que apresentou sobre “Uso de bambus ornamentais no paisagismo” no Congresso Brasileiro de Floricultura e Plantas Ornamentais.

Após a apresentação almoçaram juntos e discutiram projetos e propostas em conjunto, além disso o Dr. Tombolato apresentou sua participação na reunião entre Brasil e China sobre bambu, que aconteceu recentemente naquele país e inspirou a lei de incentivo à cadeia produtiva do Bambu. Também iniciou-se conversas, através dele, para possibilitar acordos de intercâmbios na área de bambu e outras entre a UFSC e Universidades Chinesas, esta conversa levou a participação do Professor Dr. Enio Luiz Pedrotti, diretor de Relações Institucionais e Internacionais da UFSC.
A Lei 12484/2011, que cria a política nacional de incentivo à cultura do bambu, finalmente sancionada em Setembro deste ano pela presidente Dilma, tem apenas seis artigos e cada bambuzeiro deveria tomar conhecimento do que diz a lei, antes de comemorar bastante.
Vejam abaixo as respostas que estou dando às perguntas feitas pela jornalista Natália Senóbio da Rede TV! de São Paulo:
1) Porque o Brasil precisa de uma lei que incentive o plantio de Bambu e não de outros tipos de plantas?
Para acabar com os preconceitos contra o bambu, que existem há exatos 511 anos em nossa cultura! O preconceito mais antigo é o dos portugueses que aqui chegaram e decretaram que bambu é coisa de índio. Eles rejeitaram o seu uso porque não o conheciam em sua terra natal e também porque não tinham necessidade de usá-lo, com tanta disponibilidade e variedade de madeiras nobres por aqui. O segundo preconceito é bem recente e deve-se ao fato de que grande parte dos bambus cultivados no Brasil são de origem estrangeira (asiática), sendo alguns do tipo alastrante, que exigem cuidados especiais para não se tornarem invasivos. Este preconceito é mais forte entre ambientalistas e funcionários dos órgãos de controle ambiental. Porém, os alastrantes podem ser manejados e controlados com técnicas simples e o fato de algumas espécies serem estrangeiras não diminui a sua utilidade e nem a sua beleza. Afinal, quantos alimentos de origem estrangeira, por exemplo, são cultivados no Brasil? Qual é o mal que causam?
2) Quais as vantagens do plantio de Bambu?
Comparado ao cultivo de árvores, cujos troncos são individuais e engrossam ao longo dos anos, os bambus são gramíneas, formadas por um conjunto de colmos, que já nascem no diâmetro definitivo e com brotação anual de novos colmos. Isso lhes confere um caráter de plantas permanentes, que permitem o corte dos colmos maduros a cada ano, sem comprometer a sobrevivência do bambuzal. Existem espécies adaptadas ao clima de todas as regiões do país, sendo elas pouco exigentes quanto à fertilidade do solo. Uma vantagem adicional é a melhoria de solos degradados, devido à abundante deposição anual de folhas. A produtividade de biomassa por hectare/ano de algumas espécies é comparável à do eucalipto, mas com custo de produção menor e com uma maior fixação do homem no campo, em função das colheitas anuais.
3) Quais os benefícios dessa nova lei para a população?
Os agricultores terão acesso a mais uma fonte de renda, com possibilidade de obter financiamentos e assistência técnica fornecidos pelo governo, como qualquer outra cultura. Os mesmos benefícios também se aplicam a empresas industriais e prestadoras de serviços em qualquer ramo da cadeia produtiva do bambu e de seus derivados.
4) Quais os impactos dessa nova lei no plantio de Bambu? Será que aumentará mesmo a produção?
A expectativa é que haja uma certa demora na difusão e no aprendizado das técnicas de cultivo do bambu, uma vez que não se trata de um cultivo tradicional e nem mesmo as escolas de agronomia e de engenharia florestal estão preparadas ainda para a formação de técnicos. Mas, em alguns casos a ampliação da área plantada poderá ser imediata e a produção poderia começar a aumentar dentro de mais cinco anos. Este é o prazo mínimo para as primeiras colheitas, que depois seriam anuais.
5) Quais os estados e cidades no Brasil que mais platam Bambu?
Existem três grandes reservas de bambus nativos no Brasil, uma no Acre (a maior do mundo), uma na região do Pantanal (MS) e outra em São Paulo (Vale do Ribeira), sendo nenhuma explorada comercialmente até o momento. Os maiores plantios (até 50 mil hectares)são de espécies não nativas e se encontram na Região Nordeste. Eles pertencem ao Grupo João Santos e à empresa Penha, que operam uma fábrica de papel de bambu cada uma, situadas respectivamente em Pernambuco e na Bahia. Além destes, existem inúmeros plantios de pequena escala espalhados nas regiões Sudeste e Sul, para os mais variados usos artesanais ou semi-industriais, com predominância para móveis, construção e artesanato. O uso dos brotos na culinária ainda é bastante restrito às regiões de imigração japonesa, nos estados do Paraná e de São Paulo. Mas, existe um enorme potencial inexplorado na geração de energia de biomassa e de carvão de bambu, que poderia evitar o corte de lenha de mata nativa em todas as regiões do país.
Abraços.
Hans J. Kleine
Estão abertas as inscrições para um curso inédito da BambuSC, destinado aos produtores de bambu que visam o mercado de brotos e carvão vegetal. O curso será realizado no dia 26 de novembro (sábado), nos municípios de Santa Rosa de Lima (módulo teórico, na parte da manhã) e Rancho Queimado (módulo prático, na parte da tarde), situados respectivamente a 120 e 60 km de Florianópolis. Trata-se de uma parceria entre a BambuSC, a Agreco, que é uma conceituada cooperativa de produtores orgânicos, e o Sítio Vagalume, especializado em permacultura e produção de bambu.
O número de vagas é limitado a 20 participantes e as inscrições devem ser feitas por meio da secretaria da BambuSC, pelo tel. (48) 3338 2087 ou via e-mail hjkleine@floripa.com.br. O investimento é de R$ 150,00, com desconto de 50% para membros da BambuSC e participantes da Agreco e da UFSC. Por email serão fornecidas as instruções referentes ao pagamento da taxa de inscrição e também opções de hospedagem e alimentação (não inclusas no investimento) e indicações de como chegar aos locais do curso.
Vejam mais detalhes clicando no cartaz abaixo.
Aguardamos as suas inscrições.
Abraços.
Hans J. Kleine
Primeiro Secretário da BambuSC

Notícia veiculada no Jornal Folha do Vale, de Braço do Norte, pelo colunista Wilson Schimidt:
A Associação Catarinense do Bambu, em conjunto com organizações públicas governamentais (Secretaria Municipal de Agricultura) e não governamentais (Agreco, Sintraf-SRL), vai promover em novembro mais um curso sobre o cultivo e a cadeia produtiva do bambu. Esta iniciativa está em plena sintonia com a diversificação e o fortalecimento da agricultura familiar no município. Um potencial claro está ligado ao interesse da Agreco em incluir no seu mix de produtos conservas orgânicas de broto de bambu. A ideia é que cada propriedade tenha uma pequena área (por exemplo, 0,1 hectares) com essa cultura, que exige poucos cuidados, mas um acompanhamento atencioso, direto e diário no período da colheita dos brotos. A cadeia produtiva apresenta muitos outros potenciais. O curso terá 20 vagas e será feito depois de confirmada uma lista de inscrições. O Canal Aberto voltará a dar detalhes sobre essa formação. Justamente porque ela está em plena sintonia com outras iniciativas produtivas sustentáveis, como a produção de óleos essenciais a partir de plantios de flores, que estão com seus projetos em fase de estruturação.
Fonte: Folha do Vale
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